No fim de semana, o São José foi eliminado da final da taça Fabio Koff pelo Pelotas. O jogo tinha tudo para ser do São José, time de melhor campanha e com dois jogadores a mais, no entanto, por um detalhe, nos pênaltis, o Pelotas acabou saindo classificado, deixando nos jogadores do Zequinha o sentimento do por pouco. Esse sentimento, o por pouco, se manifesta quando chegamos muito próximo de um objetivo, porém sem alcançá-lo. O por pouco seria o 1% que falta para fechar o 100%, o por pouco seria o purgatório de nossas ações, quando não alcançamos o céu do sucesso e nem ficamos no inferno do fracasso, ficamos nesse limbo do quase, sem ter uma Beatriz de Dante para nos guiar.
Esse purgatório do quase é bastante competido, pois ninguém quer ficar no inferno dos fracassados, pois, embora fracassem, parece mais digno dizer que foi por pouco que não alcançou aquilo que queria, como o time do Zequinha, pois aparenta que dizer que foi por pouco torna menos dolorosa nossas derrotas. Dessa forma, o quase serve, muita vezes, para nos dar a sensação de um certo conforto, um certo bálsamo existencial, algo que nos dá um certo alívio ao termos uma perda- um remédio que não cura, mas acalenta. O quase acaba nos servindo como uma pseudofelicidade, algo muito próximo, no entanto ainda não concretizada.
Dessa forma, se me perguntarem se minha crônica ficou boa, rapidamente responderei, quase.
