O sono retirou-se de seu corpo e os tocos de cigarro sobre o copo de café nadavam como estrelas. Era a primeira manhã depois dele ter partido e sentia que os lençóis da cama eram como limos frios que se agarram a pele.
Andou até a rua arrastando a solidão pelo caminho, a cada passo ia desviando das ausências e sentia-se tornar-se translúcida, ao perceber que luz do sol atravessava seus dedos e que em seus olhos habitavam estrelas e o mar. Seu vestido evaporou-se e apenas o vento levava seu corpo pela paisagem.
Agora nos pés do mar, um corpo se liquefaz em fugazes anéis de espuma, não era mais só agora era um fluido universal..