domingo, 23 de setembro de 2007

Cacos


Sentiu o metal cortar o tecido de seus sonhos e quando abriu os olhos estava no mais profundo bréu bem mais dentro que o próprio corte ao dividir os pedaços e os caminhos. Não havia mais caminho de volta fez o descomunal esforço de seguir adiante junto com o desvelado esforço do pulsar de idéias cadavéricas que brotavam porem estava mais dentro do que um dia pode imaginar da realidade. Tocou a ferrugem do metal e ofereceu a carne viva e suas veias em troca da água que estava dentro de suas retinas azuis. Era noite, dentro do dentro e perdeu os sentidos de tão dentro que esteve que ao sair não encontrou o sonho tecido pelos sentidos que perdeu. A vida era apenas o porto nunca alcançado em vida e hoje suas verdades não têm mais ossos.

Um comentário:

gabriela pairet disse...

forte e bonito

a foto se indentifica muito cm o texto!!