domingo, 23 de setembro de 2007

Ela


Ela adentrou
E pensei que usa presença era efêmera
Ela olhou
E pensei que seu olhar era obliquo
E era o desespero voraz no vazio

Devastou minha calma
Devorou minha alma

Achei-me em teus olhos
Em tuas entranhas noturnas
E as estrelas brilharam indolentes
Transformando-me em pó de teu universo
Confuso
Deixei-me aprisionar

Cacos


Sentiu o metal cortar o tecido de seus sonhos e quando abriu os olhos estava no mais profundo bréu bem mais dentro que o próprio corte ao dividir os pedaços e os caminhos. Não havia mais caminho de volta fez o descomunal esforço de seguir adiante junto com o desvelado esforço do pulsar de idéias cadavéricas que brotavam porem estava mais dentro do que um dia pode imaginar da realidade. Tocou a ferrugem do metal e ofereceu a carne viva e suas veias em troca da água que estava dentro de suas retinas azuis. Era noite, dentro do dentro e perdeu os sentidos de tão dentro que esteve que ao sair não encontrou o sonho tecido pelos sentidos que perdeu. A vida era apenas o porto nunca alcançado em vida e hoje suas verdades não têm mais ossos.

sábado, 15 de setembro de 2007

Catarse á Francesa


Em minha luxúria Balzaquiana, mundana,
Ouço ainda gritar teu nome
Miro minha sombra triste refletindo no abajur
Uma dor francesa se alastra pelo anoitecer
E chega dissimuladamente a embalar você:
As estrelas teimavam em pintar o céu
E o vento oscilava entre teus cabelos
Negros e brilhantes como a noite
Suave era a lágrima que pousava
Enquanto você partia
Mar revolto dentro do peito
Lá fora vida seca, amargura incrustada
Entre seus passos havia solidão
Mesmo que ele a observasse,
Mesmo que ela não o notasse,
Tocaria a desolação.
Os pensamentos andarilhos escurecidos
Retornaram para a sala já vestida pelas trevas
Suspirando singelas quimeras
Dentro dos acordes da valsa
Tentou matar um pouco o coração.

Por: Kamila Ail e Luiz Miguel Lisboa
Primeiro poema que se tem noticia feito por msn em uma noite