
Em minha luxúria Balzaquiana, mundana,
Ouço ainda gritar teu nome
Miro minha sombra triste refletindo no abajur
Uma dor francesa se alastra pelo anoitecer
E chega dissimuladamente a embalar você:
As estrelas teimavam em pintar o céu
E o vento oscilava entre teus cabelos
Negros e brilhantes como a noite
Suave era a lágrima que pousava
Enquanto você partia
Mar revolto dentro do peito
Lá fora vida seca, amargura incrustada
Entre seus passos havia solidão
Mesmo que ele a observasse,
Mesmo que ela não o notasse,
Tocaria a desolação.
Os pensamentos andarilhos escurecidos
Retornaram para a sala já vestida pelas trevas
Suspirando singelas quimeras
Dentro dos acordes da valsa
Tentou matar um pouco o coração.
Por: Kamila Ail e Luiz Miguel Lisboa
Primeiro poema que se tem noticia feito por msn em uma noite