quinta-feira, 26 de julho de 2007

The Rocky Horror Picture Show




Sobre um fundo preto, uma boca vermelha e carnuda canta "Science Fiction Double Feature", música de abertura do filme The Rocky Horror Picture Show
Em tempos de “High School Musical” venho humildemente falar de outro musical chamado “The Rocky Horror Picture Show” que é um filme divertidíssimo feito em 1975. Pegando aqueles velhos clichês de filmes de terror como castelo mal-assombrado, gritos de moçinha e outros, o filme se utiliza destes elementos de forma bastante sarcástica fazendo com que você divirta com o modo como eles foram totalmente reconstruídos. Outro grande destaque do filme é a sua trilha sonora muito boa, repleta de grandes músicas do bom e velho rock'n'roll, deste modo somos apresentados a um verdadeiro show. Raramente, vemos um musical assim. Repleto de humor e músicas variadas, como a “Time Warp”, a melhor das músicas, e muito outras.
A historia do filme é bem sem-noção, mas encaixa-se perfeitamete dentro do clima anárquico e de valorização do prazer e da diversão ao qual o filme propõe. Logo de inicio somos a Janet (Susan Sarandon em inicio de carreira) e Brat (Barry Bostwick) que é o casal que se ama, mas que não provaram do fruto proibido que por um problema no carro são obrigados a pedirem auxilio em um estranho castelo sem saber que ele é habitado por alienígenas do planeta Transexual. Lá são apresentados ao professor Frank-N-Furter (Tim Curry- sabe o professor tarado do todo mundo em pânico 2, o próprio) um transexual da Transilvânia em um interpretação incrível que foi fundamental para o equilíbrio desta interessante produção, sem sua atuação em que vira a personificação perfeita do delírio ao qual é todo o filme, este perderia a graça, não sei Mick Jagger que queria esse papel conseguiria tal resultado.
Com músicas bem amarradas as cenas como Sweet Transvestite, o filme se destaca com algumas cenas como quando é cantada a musica “Janet” onde coadjuvantes pronunciam de maneira fria “Janet” totalmente diferente do que a cena musical é feita ou quando Susan Sarandon canta “Touch me”.
Os musicais são legais, claro nada comparado as coreagrafias de grease ou hair mas são curiosas. Embora seja divertido, a fotografia deixa a desejar, e os efeitos visuais são típicos da época, mas nada que tire os méritos desse filme insano.

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