
Recorta-se, a retina, o ponto cego.
Desvê e focaliza o que não há
Circundante, refina a falta- e nego
Aura que profetiza, mas virá
Inútil aspirina (que em vão pego)
A dor me localiza no sofá
E dói e arranha e me apossa com esmero
Sozinha não veio, trouxe mais uma inquilina com rudeza.
Lágrimas brotam e formam coágulos de tristeza
Num lado se organiza e para lá
Constrói sua obra, o mal-estar.
Então se espalha o corpo, na distância.
Do rosto, perde a cor, porém a ânsia.
Ao dedo, alívio cobra – vomitar.
Enfim a plenitude em bile essência
Minuto de saúde e consciência.
Um comentário:
Gostei muito do poema,principalmente da parte que fala que a dor traz outra inquilina rude,e formam-se coágulos de tristeza,lindo³
e fiquei aflita com os livros jogados no chão,vontade de juntá-los *-*
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